Lollapalooza 2013 – um olhar sobre os erros e acertos do festival

Festivais são experiências incríveis. Tive a oportunidade de ir ao meu segundo grande festival nesta edição do Lollapalooza, e por mais que tenha tido percalços, voltei de SP feliz. Para vários dos leitores deste blog que são apaixonados, como eu, pela experiência da música ao vivo, festivais trazem o que há de melhor nos shows, e a um preço, frequentemente, mais acessível.

Sem delongas, farei este post em breves tópicos:

Venda de ingressos: não funcionou

Taxas de conveniência inexplicáveis foram cobradas daqueles que optaram por receber seus ingressos em casa ou retirá-los na bilheteria (em ambos os casos, além da taxa de quase 40 reais foi cobrado respectivamente um frete e uma taxa de retirada!). Resumindo, só quem pagou o valor real do ingresso foram aqueles que compraram na própria bilheteria.

Filas: não funcionou

Especialmente no primeiro dias pessoas relataram que não conseguiram retirar os ingressos pelos quais já haviam pago em menos de 1-3 horas. Também não foi sem grande dificuldade que as pessoas conseguiram comprar os mais de 5 mil ingressos disponíveis no próprio dia do show – pessoalmente, fiquei quase 2 horas em uma fila até, finalmente, desistir. Muitos recorreram aos vários cambistas que urubuzavam os arredores do Jockey.

Preços dos ingressos: funcionou

Acho 150 – 180 reais um preço justo para assistir entre 5 e 10 atrações, mas me refiro aqui a meia-entrada. O preço ficou salgado para aqueles poucos que não optaram por fraudar o direito estudantil. Voltarei a este assunto em outro post, mas adianto que acredito sim que os valores da inteira poderiam baixar caso a meia-entrada fosse menos fraudada e melhor fiscalizada. De um modo ou de outro, o preço tanto da meia como da inteira, era mais barato do que a da maioria dos shows internacionais de grande porte que passaram por aqui nos últimos anos.

Alimentação e banheiros: funcionou

Acredito que esse seja o tópico em que mais pessoas discordarão. Mas manterei minha posição: o sistema de fichas permitiu que só enfrentássemos fila uma vez. Em nenhum momento enfrentei filas para pegar comida com as fichas já compradas e as opções de alimentação estavam bem distribuídas no grande espaço do Jockey. O mesmo é verdadeiro para os banheiros – eu sei que algumas pessoas, especialmente nos últimos shows, enfrentaram grandes filas. Mas acredito que isso poderia ser evitado, uma vez que fui ao banheiro duas vezes ao longo do dia sem sequer ter que esperar por uma cabine – sempre evitando o final do evento, quando sabia que haveria disputa pelos sanitários. E sim, os banheiros químicos eram imundos, mas não sei se isso é passível de grandes melhorias.

Segurança: funcionou

Sei que aconteceram inúmeros furtos durante o evento (eu mesma tive o celular roubado). Mas, pessoalmente, não culpo a organização do evento pela conduta de pessoas mal intencionadas. Ainda assim, dada a quantidade de ocorrências, poderia haver melhor preparo dos funcionários para lidar com isso – eu, por exemplo, precisei recorrer a uma funcionária de um estande (ou seja, sem vínculo com o festival) para poder mandar uma mensagem aos meus amigos avisando onde eu estava já que horas antes nos separamos para ver shows diferentes. Ainda assim, no que diz respeito a segurança (especialmente para evitar episódios de violência) e ao atendimento dos bombeiros, não tenho reclamações a fazer.

Duração dos shows: precisa melhorar

Com exceção do Pearl Jam, as duas outras bandas (The Killers e The Black Keys) fecharam as noites com apresentações maravilhosas, mas por demais curtas – diferente dos artistas que tocaram durante o dia, estas bandas não tinham a desculpa de precisar liberar o palco. Bandas de peso (que poderiam, facilmente, ter fechado o festival) como Franz Ferdinand e Queens of the Stone Age, também pareciam dispostas a apresentações bem mais longas, mas tiveram que se apressar para dar lugar a outros artistas.

Intervalos entre os shows: não funcionou

Acho que foi uma das coisas que mais me desapontou. Nas edições futuras espero que haja intervalos de pelo menos quinze minutos entre os shows para que as pessoas possam se deslocar tranquilamente, sem ter que perder o final de algumas apresentações para conseguir ver o início de outras.

Pontualidade: funcionou

Talvez o ponto alto do festival. Todas as bandas sem exceção cumpriram com rigor o horário de início previsto para os seus shows. Ponto para o festival. Quem foi ao Rock in Rio em 2011 sabe muito bem os transtornos causados pelos desrespeitosos atrasos.

Outros problemas:

Não vou mentir: a lama atrapalhou.

A quantidade de torres e áreas cercadas bem em frente ao palco principal também poderia ser revista.

Saldo final: Muito positivo. Apesar dos erros, reinou a boa música e o clima de descontração. Foram dias e experiências que não esqueceremos. Que venha 2014.

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