Top 10 – Brigas! (parte 2)

Brigas intra e entre bandas sempre são motivo para discussão acalorada tanto pela mídia em geral quanto pelos fãs. Algumas se tornam tão lendárias que se torna impossível falar de determinada banda sem relatar os grandes problemas. Continuamos nossa série com algumas histórias desse tipo. Caso não tenha visto a parte 1, clique aqui.

5. David Gilmour x Roger Waters

De um lado, o peso na decisão criativa. Do outro, o maior interesse na composição das melodias. Esse equilíbrio que mantinha unido o teimoso Roger Waters e o preguiçoso Gilmour começou a se romper na medida em que Roger tinha mais e mais controle dos discos da banda. Depois de “The Wall”, o Pink Floyd era mais uma ficção que uma banda de verdade. Waters mandava as músicas do jeito que achava que deviam ser e os membros não conseguiam ficar juntos na mesma sala. Waters decide sair da banda, mas se surpreende quando seus colegas decidem seguir sem ele. A partir daí começou um período de quase 20 anos de intensas trocas de farpas de ambos os lados. Desde 2005, contudo, os ânimos baixaram e os dois tiveram algumas esporádicas apresentações juntas num mesmo palco, mas nada que indique uma reconciliação da velha amizade.

4. Lobão x Caetano

Lobão e Caetano trocam farpas entre eles na mídia desde – pasmém – os anos 80 e, aparentemente, sem motivo algum a não ser pura apatia. A paixão das declarações é tanta que ambos escreveram uma música sobre o outro (“Para O Mano Caetano”, de Lobão, e “Lobão Tem Razão”, de Caetano). Do lado de Lobão, ele já dedicou uma entrevista inteira aos seus comentários sobre um recado que Caetano havia deixado para a empregada. Já Caetano, em pleno show, abriu um jornal para distribuir comentários irônicos enquanto lia algumas declarações do ex-Blitz. Prêmio Non-sense para eles.

3. The Libertines

Quando surgiram, os Libertines representavam para muitos um projeto de “nova grande banda”, com sua sonoridade ímpar e estilo de vida devasso. Após a explosão inicial, contudo, a banda passou a ter as estruturas balançadas de forma permanente devido aos conflitos de Carl Barât e Pete Doherty, impulsionados com o vício do último em drogas pesadas. Doherty montou uma festa surpresa pro amigo em uma tentativa de reconciliação, mas o não-aparecimento daquele o deixou furioso, aumentando as tensões. Doherty já faltava a vários compromissos da banda, e enquanto técnicos de guitarra tinham que aprender as partes de Pete, ambos fizeram o segundo álbum do grupo com seguranças atentos todo o tempo para os separarem em uma certa discussão. Os problemas com drogas acabaram por fim distanciando Doherty do Libertines, e o grupo decidiu encerrar suas atividades. Os dois têm se encontrado de forma esporádica desde então (o que sempre faz com que certos boatos cresçam), mas a ideia de que uma grande promessa se perdeu parece irreversível.

2. Ira!

Se o Libertines era a promessa que não aconteceu, o Ira! é a realidade estraçalhada, um turbulento final de uma trajetória de mais de 20 anos. Em 2007, uma grande discussão sobre a distribuição dos direitos da banda, além dos inevitáveis desgastes provindos da convivência, terminou por separar Nasi do resto da banda, que tentou continuar sem aquele, mas logo se desvencilhou. Se Nasi e Edgard Scandurra eram um modelo ideal de amizade dentro do meio musical, as duras críticas que um passou a dirigir ao outro (e que continuam até hoje) representou um choque de realidade para muitos fãs. Recentemente, Nasi comentou que seu ex-amigo é um grande guitarrista, mas que tem um cérebro de “panicat”. Andre Jung declarou que seria impossível reviver algo “que foi jogado no chão com tanta força”. A banda de hits como “Flores em Você”, “Nucleo Base” e “Envelheço na Cidade” merecia um final melhor.

1. Beatles

Existe pior briga que aquela que destrói a maior banda de todos os tempos, referência desde o pop até o heavy metal? Acho difícil pois, se os conflitos entre os Beatles não foram tão significativos, por outro lado o impacto que gerou foi devastador. Ainda hoje é difícil saber o que aconteceu, mas em geral são três os motivos apontados: 1. a constante interferência de Yoko Ono nas sessões de gravação, gerando constrangimento e mal-estar que se tornaram combustível para brigas quando os membros perceberam que John Lennon tomara o lado da namorada. 2. As desavenças entre John Lennon e Paul McCartney, esse último acusado por muitos de esnobar o grupo para já pensar em sua carreira solo. 3. Por fim, algo que a princípio seria algo bom: a emergente habilidade de George Harrison como compositor. Mais um cérebro criativo na banda significava tanto aumento da rivalidade quanto frustração em relação à canções preteridas.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s