Living Things – Linkin Park (2012)

Living Things chegou as lojas na terça-feira passada e rapidamente se tornou o álbum mais vendido em vários países. O Linkin Park é, sem dúvida, uma das maiores bandas mainstream da atualidade, e mesmo em uma década de erros e acertos, conseguiu manter seus apreciadores cativos.

LT não é o retorno as origens que alguns esperavam – aliás, acho que ele sepulta em definitivo qualquer esperança de que este retorno aconteça. Por outro lado, o disco soa como cada um dos trabalhos anteriores da banda, de modo a não parecer com nenhum em especial.

Lost in the Echo – Excelente faixa de abertura. Construída de maneira a funcionar como introdução épica até explodir no rap do Mike. Refrão excelente, equilíbrio impecável de elementos eletrônicos e guitarras.

In My Remains – Ótima canção centrada no Chester. Guitarras bem presentes. Trabalho vocal irretocável.

Burn it Down – Primeiro single. Estrutura similar as músicas do Meteora, mas muito mais eletrônica. Faixa competente.

Lies Greed Misery – Faixa rápida. Destaque para os vocais agressivos de Chester. Apesar de ser uma música típica de nu metal não lembra as canções mais antigas da banda. Não deixa de soar muito bem, no entanto.

I’ll Be Gone – Mais um destaque do álbum. Canção inspiradíssima e que soa muito pessoal. Guitarras poderosas e ótima letra. Talvez a melhor faixa do disco juntamente com Lost in the Echo. Lembra canções como What I’ve Done e New Divide, mas mais melancólica.

Castle of Glass – Os problemas começam a aparecer mais ou menos a esta altura do álbum. COG é uma boa canção, mas é uma estraga-prazeres. Em um momento em que o álbum parece caminhar para o ápice da energia Mike insere uma de suas canções mais intimistas e cansativas repetindo um erro de Minutes to Midnight e A Thousand Suns.

Victimized – Faixa breve e eficiente. Cheia de energia, peca por ser curta demais. Soa um pouco como algo de Minutes to Midnight.

Roads Untravelled – Ótima balada. Bastante lírica e agradável embora a parte eletrônica soe um pouco desarticulada. Faixa que elucida a enorme afinidade entre Mike e Chester.

Skin to Bone – Batida bastante industrial como a de Wretches and Kings do ATS. É uma faixa razoável, mas passa longe de estar entre os destaques do álbum. Poderia ter sido uma grande canção se tivesse um refrão mais elaborado.

Until it Breaks – Mike tem feito canções como UIB sistematicamente. Na verdade, esta música soa como sobra do A Thousand Suns de tão experimental. É uma boa faixa, mas deveria aparecer no início do disco. Ao surgir entre as canções mais fracas do LT acaba muito subaproveitada.

Tinfoil/ Powerless – Tinfoil funciona como prelúdio para a ótima Powerless. Confesso que estas canções demoraram para me convencer, mas as vejo agora como um dos pontos altos de Living Things. Persistindo na atmosfera melancólica da maioria das faixas Powerless fecha o disco com muita qualidade.

Finalmente, Living Things é o melhor dos três últimos trabalhos do Linkin Park, mas infelizmente comete alguns sérios deslizes na metade final. Não deixa, no entanto, de soar muito bem e renovar nossas expectativas por esta turnê e pelos futuros trabalhos da banda. Ao contrário de Minutes to Midnight e A Thousand Suns, LT abandona as questões mais políticas e gira em torno das aflições das pessoas reais, e de suas incertezas. Dito isso, confesso que achei o título do álbum de muita sensibilidade.

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