The Killers – Sam’s Town (2006)

Sam’s Town, segundo álbum de estúdio do The Killers, já nasce um álbum difícil. A responsabilidade de suceder um dos discos mais aclamados da década (Hot Fuss) e o peso de ter que provar que era mesmo merecedor de estar no pedestal em que foi colocado deixou o The Killers em terreno arenoso.

De qualquer modo, em 2006 ST chegava às lojas para responder aos questionamentos de crítica e público. O entusiasmo dos primeiros pareceu balançar, enquanto os fãs recebiam o álbum com satisfação absoluta. Algumas revistas especializadas de peso, como a Rolling Stone, fizeram críticas negativas ao trabalho, apesar das resenhas da mídia, em geral, terem sido favoráveis.

Quando a primeira faixa homônima de Sam’s Town se inicia um sentimento de familiaridade toma conta do ouvinte – nas primeiras notas já temos certeza de estar diante de uma canção do The Killers. A ótima faixa de abertura é seguida de um enjoativo interlúdio e da já clássica When You Were Young. ST perde um pouco do fôlego, mas se recupera depressa com a sensacional Read My Mind e a igualmente divertida e melancólica Uncle Jonny para depois se manter entre altos e baixos até o fim.

E é isso. Sam’s Town é um álbum extremamente irregular repleto de canções sensacionais, o que o distancia muito da solidez do disco de estréia. Em alguns momentos chega a soar pretensioso, mas por outro lado, parece estar a se auto-corrigir a todo instante. Brandon disse em entrevista que este era um trabalho muito mais pessoal do que Hot Fuss, e as letras passeiam evidentemente por episódios de sua vida. Outra coisa curiosa sobre ST é a forte influência do Queen na maioria esmagadora das faixas. Quem é familiar ao trabalho de ambas as bandas sabe a que me refiro.

Uma crítica que dirijo, finalmente, não ao álbum, mas diretamente a banda, é a de que mantiveram em ST o péssimo hábito de lançar canções exclusivas em edições do disco em alguns países. Com isso, milhares de ouvintes foram privados das excelentes Where The White Boys Dance e All the Pretty Faces, que poderiam, facilmente, ter substituído canções um tanto cansativas como Exitlude, por mais que esta última pareça importante ao conceito de Sam’s Town. Ambas foram relançadas mais tarde em um ótimo disco de b-sides, mas poderiam ter tornado ST um trabalho mais consistente.

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