Discografias – Linkin Park (Parte 2)

“Living Things”, quinto disco de estúdio da banda californiana Linkin Park chega às lojas na terça que vem, dia 26 de junho. Para comemorar, o blog têm feito uma análise macro da discografia do grupo, resumindo em poucos parágrafos o lugar que cada álbum ocupa na história da banda. Na primeira parte, falamos de “Hybrid Theory”, “Reanimation” e “Meteora”. Segue agora um olhar sobre o mash-up com Jay-Z e sobre os últimos dois discos de estúdio da banda.

Collision Course (2004)

Com apenas 6 faixas (praticamente um EP), Collision Course traz mash-ups interessantes de clássicos do Linkin Park e canções do Jay-Z. No entanto, é apenas natural que questionemos o sentido deste disco. Não é que as combinações tenham ficado ruins – pelo contrário, muitas delas são divertidas e de boa qualidade. No entanto, CC não apresenta nada de essencialmente novo, parecendo-se mais com um trabalho de um DJ talentoso que com um álbum de dois grandes artistas mainstream. Foi um sucesso de vendas e teve como canção carro a faixa Numb/Encore que rendeu performances ao vivo memoráveis. Quem gosta dos dois artistas provavelmente apreciará.

Minutes to Midnight (2007)

“Meteora” se tornou símbolo do ápice da banda e também de seu imobilismo em questão de estrutura musical. Quando o Linkin Park se reuniu em estúdio novamente, a intenção era produzir um álbum bastante diferente dos anteriores, e Minutes foi o resultado disso. Os raps de Mike praticamente desapareceram, há um maior número de baladas, as canções estão mais longas e a banda passa a apostar em um som mais atmosférico, lado esse que domina especialmente o fim do disco.

“Minutes”, assim, funcionou para a banda como um manifesto, uma carta que declarava a liberdade do grupo para aumentar as suas fronteiras musicais, desafiando assim quem apostava em um som previsível. O grupo dizia a todos que poderiam fazer coisas diferentes, o que começou a confundir os fãs, que não sabiam pra quem afinal o som da banda se dirigia. Por fim, os fãs do grupo se dividiram entre os mais empolgados e os mais saudosistas de um período clássico já interrompido.

A Thousand Suns (2010)

Depois do controverso Minutes to Midnight – um álbum de rock convencional em muitos sentidos, e uma alforria evidente da banda em relação ao nu metal – o Linkin Park optou por se reinventar mais uma vez. Se a sonoridade destes dois álbuns é absurdamente diferente, um elemento comum os une (e os distingue do HT e do Meteora): o evidente engajamento político.

ATS é estritamente um álbum de horror diante da modernidade. Cheio de trechos de discursos históricos, de referências a movimentos sociais e dotado de uma atmosfera pós-apocaliptica, o disco carrega, a maior parte do tempo, uma mensagem de descrença e pessimismo que é posta abaixo apenas na última faixa. ATS, como MTM, dividiu opiniões de crítica e público, mas continua sendo um álbum pelo qual tenho apreço (ainda que seja mais marcado pelo esforço que pela qualidade).

O rap de Mike reaparece com força em ATS, bem como os elementos eletrônicos (para alguns, este último aparece até demais), mas nada disso faz com que a banda soe como em seus primeiros trabalhos. Para falar sinceramente, acredito que este disco será a base sobre o qual vai se erigir a trajetória do Linkin Park daqui pra frente. Mas quem se arriscaria a apostar no destino de uma banda que está levantando como bandeira a versatilidade a despeito de todos os erros que possa cometer?

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