Discografias – Linkin Park (Parte 1)

No dia 26 de junho de 2012 chegará às lojas “Living Things”, 5o álbum de estúdio da banda americana Linkin Park. Segundo Mike Shinoda (guitarrista, vocalista e tecladista) o álbum representa uma espécie de similaridade com a produção clássica da banda, com destaque às guitarras, raps e refrões explosivos que tanto consagraram o grupo na primeira metade da última década, mas sem abandonar as características eletrônicas desenvolvidas pela banda (que culminaram no seu disco anterior, “A Thousand Suns” de 2010).

Pensando nesse encontro entre passado e presente, e também levando em consideração o fato de que o Linkin Park foi uma das poucas bandas que conseguimos acompanhar desde o seu explosivo início, Faremos (os dois autores do site) uma análise da discografia da banda às terças, começando hoje e terminando no dia do lançamento do álbum. Análises rápidas e sucintas do papel que cada álbum desempenha na já numerosa discografia de uma banda que, se ainda não pode-se dizer veterana, tampouco pode-se dizer iniciante (claro, nada impede que os álbuns sejam retomados lá na frente para uma análise de maior fôlego). No post de hoje, os três primeiros álbuns: Hybrid Theory, Reanimation e Meteora.

Hybrid Theory (2000)

Hybrid Theory, primeiro disco do LP, é um ótimo exemplo de um álbum que nasceu no contexto certo. Lançado em uma época em que ganhava musculatura um estilo conhecido como “Nu-Metal”, o álbum incorporou o peso do ambiente ao seu redor para criar um trabalho pautado pelo peso das guitarras, estrofes formada com raps, sinterizadores, refrões explosivos, batidas eletrônicas organizadas por um DJ próprio da banda e canções agressivas/depressivas. O resultado de tudo isso é um álbum que se destacou dentre seus similares e catapultava a banda para o mainstream.

O álbum possui um ritmo alucinante. O peso parece amenizar apenas na quinta faixa, “Crawling”, uma canção intimista com refrão explosivo, para novamente dar espaço às canções mais pesadas. O álbum é bastante equilibrado e coeso, prendendo a atenção do ouvinte em todos os seus 37 minutos. O álbum, contudo, teve mais apelo entre o público jovem, consequência da sua temática.

Reanimation (2002)

Reanimation é um disco de remixes de canções do aclamado Hybrid Theory onde Mr. Hahn pode mostrar todo se potencial como DJ. Algumas versões acabaram se tornando mais definitivas que as do próprio HT como é o caso de PTS. OF. ATHRTY e a ótima P5HNG ME A*WY. Outras faixas não são tão populares, mas são lindas reimaginações de clássicos da banda como KRWLNG com seus violinos assombrosos. Por fim, temos aquelas tentativas mal sucedidas de renovação  como a fraca versão de  BY MYSLF.

RA pode até ser um trabalho oportunista (e foi mesmo amplamente acusado disto), mas a ouvida mais breve mostrará que é resultado de muito esmero. Talvez Reanimation seja, afinal, o álbum mais pessoal da banda: os encartes com a arte gráfica de Shinoda, a liberdade criativa de Hahn, os convidados especiais. As letras alteradas (por vezes irreconhecíveis) e os arranjos reconstruídos do zero dão a tônica de um álbum que parece mais feito para o próprio Linkin Park que para seus ouvintes. Reanimation pode não vir a ser seu disco favorito da banda, mas merece sim uma ouvida atenciosa, mesmo porque traz 4 ou 5 faixas inéditas de razoável qualidade. Escutá-lo hoje transmite um saudosismo anacrônico: é um álbum que só poderia ter sido feito por aqueles jovens garotos, e que faz mesmo pouco sentido para a banda que se tornaram dez anos depois. É um pouco como encontrar um velho retrato: você olha, sabe que aquele é você, e sabe também que não é mais você. O Reanimation também é assim.

Meteora (2003)

Meteora talvez seja o grande marco da discografia do Linkin Park, certamente seu ponto mais alto. Condensa todas as características do Hybrid Theory de maneira mais segura e consistente, aparando as arestas e apresentando um som mais limpo, mérito enorme da equipe de mixagem do álbum. Até “Teenage Dream” da Katy Perry, talvez tenha sido o álbum que mais embalou hits nas rádios: nada menos que 5 canções, todas muito executadas.

De forma proporcional ao sucesso do disco, também começaram a surgir algumas críticas à estrutura não-flexível das canções, cuja maioria era formada na base rap-refrão-rap-refrão-refrão. Devido ao seu enorme sucesso, a banda também virou vidraça para as pedras de ouvintes de metal mais conservadores, alegando que o som era deveras juvenil. As críticas, aparentemente, começaram a repercutir dentro da banda pois, após a poeira baixar, decidiu no estúdio fugir das amarras sonoras nos dois discos anteriores. O resultado dessas discussões será abordado na próxima terça.

3 thoughts on “Discografias – Linkin Park (Parte 1)

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