Revisitando um Clássico: The Killers – Hot Fuss (2004)

Hot Fuss (2004) é um álbum sensacional. Sequer hesito em iniciar o post atirando este statement a esmo. O álbum de estréia do The Killers é um dos discos mais relevantes dos últimos dez anos – qualquer lista de melhores da década corrobora esta opinião.

Infelizmente o The Killers ainda não conseguiu entregar mais nada no nível do HF – mas também não fez álbuns medíocres ou preguiçosos, o que é mais do que podemos dizer da maioria das bandas mainstream em atividade. Aliás, partilho da opinião de algumas pessoas que TK é um dos poucos grupos com potencial para se tornar uma banda de grande porte e superar as restrições de um público indie – como é o caso do Metallica, Foo Fighters, Linkin Park e outras bandas de gênero muito marcado que venceram fronteiras de estilo e são recebidas por um público massivo e heterogêneo em todos os lugares.

Fazer uma análise faixa a faixa do Hot Fuss chega a ser redundante – todas as canções são excelentes, mesmo aquelas absurdamente overplayed como Mr. Brightside. Smile Like You Mean It; Andy, You’re a Star; Somebody Told Me; On Top; All These Things That I’ve Done são todas faixas de muita qualidade. Não que o The Killers tenha músicos excepcionais – não tem. Mas é uma banda de grande capacidade criativa e muito consciente dos recursos a seu dispor.

Lembro que em 2004 li um pequeno artigo na extinta revista SET sobre este disco e me senti na obrigação de escutá-lo tamanho o entusiasmo da crítica. Hoje, quase uma década mais tarde, escuto HF com o mesmo ânimo. Não são muitas as bandas com competência para misturar amor, insolência, ciúme, assassinato, e nostalgia com sucesso em um mesmo trabalho e sem jamais deixar cair a bola. The Killers, para nossa sorte, conseguiu.

Hot Fuss é um primor de trabalho de estréia – divertido, dançante, lírico e saudoso (mas apenas na medida certa). Tecnicamente impecável, mistura com maestria os teclados e sintetizadores de Flowers com as guitarras distorcidas do resto da banda. É um destes casos raros de álbuns abraçados por público e crítica ainda à época de seu lançamento, e acredito que mereça sim figurar entre os clássicos da contemporaneidade.

Com um disco novo as portas me comprometo a revisitar todo o trabalho do grupo nos próximos meses.  E o farei, sem dúvida, com muito prazer.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s