Top 10: R.E.M. (parte 2)

Estamos montando uma lista das dez melhores composições do talvez principal nome do rock alternativo: a banda norte-americana R.E.M. Na primeira parte, falamos um pouco sobre “What’s The Frequency, Kenneth?”, “Talk About The Passion”, “Cuyahoga”, “Country Feedback” e “Begin The Begin”.

Embora a lista não possua nenhuma canção pós-1994 (o que desponta algumas reflexões sobre o caráter do clássico x composições recentes), de forma alguma isso acarreta na afirmação de que a produção mais recente da banda é dispensável.

Seguem abaixo as 5 melhores composições (na opinião do blog) da banda que possui entre fãs notáveis músicos do calibre de Cliff Burton (ex-baixista do Metallica), Eddie Vedder (Pearl Jam), Morrissey, Renato Russo, Bono e Kurt Cobain.

05. The One I Love (1987)

“The One I love” foi o primeiro grande hit da banda, capitaneando as vendas do álbum “Document”. À primeira vista, uma canção de amor: “This one goes out to the one i love…”, mas uma segunda olhada na letra a transforma em um sombrio e cruel relato de desprezo a uma pessoa antes amada. A estrutura é simples e objetiva, direta ao ponto, e seu dedilhado simples mostra que criatividade não necessariamente requer mais técnica no instrumento.

04. Find The River (1992)

“Find The River” é o último ato do álbum mais aclamado da banda, “Automatic For The People”. Sua influência sulista é bastante notável, e sua estrutura é bem marcada com estrofes à base violão-teclado, e o refrão com a prepoderância desse. Sua letra explora os sentimentos em relação à essa janela borrada que denominamos “vida”, e as dificuldades do percalço, sem passar por nenhum tipo de clichê. Uma obra-prima.

03. Drive (1992)

Já ouvi muitos comentarem a sensação à lá “Pink Floyd” que essa canção transmite, devido à duas características: estrutura simples, mas composição de difícil ingestão. Drive é uma canção cadenciada, sem pressa para desenvolver, alternando notas com a atmosfera deixada pelos diversos espaços. A canção cresce a partir da sua metade para cair de novo, e recomeçar tudo uma outra vez. Uma das canções mais executadas ao vivo pela banda.

02. Everybody Hurts (1992)

A terceira canção de “Automatic For The People” a entrar na lista é um clássico absoluto. Everybody Hurts alia uma estrutura dedilhada que é repetida em toda a canção a uma linha melódica ressacada de Michael Stipe. A letra é uma das mais simples e diretas da banda, podendo ser resumida na frase “olha, eu sei que é difícil, que vai demorar a passar, mas passa. Aguenta firme”. Um oferecer a mão despido de um sentimento otimista. Stipe afirma que até hoje recebe diversas cartas de fãs relatando como a música os animou o espírito em momentos difíceis. Simples e clássico.

01. Losing My Religion (1990)

Não há como terminar o top de forma mais clichê do que com “Losing My Religion”, mas também é impossível não render-se à ela. “Losing My Religion” é um atestado da despretensão criativa da banda, pura e simplesmente uma linha melódica apoiada com uma base de violão e bandolim. O guitarrista Peter Buck afirmou que foi um dos trabalhos de composições mais fáceis que fizeram, e tanto banda como gravadora se espantaram com o tamanho do sucesso que a canção fez. “Losing My Religion” transformou o R.E.M. de uma banda cult para uma banda massiva, e foi até o fim o grande clímax nos shows da banda. Impossível uma escolha mais clichê. Mas também impossível qualquer outra escolha.

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