Burn It Down, Living Things e uma breve reflexão sobre o Linkin Park

Burn It Down é a primeira faixa de trabalho do novo álbum do Linkin Park a ser lançado nos próximos meses. A princípio, parece que vemos o LP usando a velha fórmula do Hybrid Theory (2000) e Meteora (2003) – a canção tem a mesma estrutura das faixas desta época com verso 1, refrão, verso 2, refrão, rap, refrão, etc. Todos conhecemos o modelo a exaustão, mas nos álbuns mais recentes a principal crítica dos fãs era a de que a banda não havia produzido mais nada do tipo.

E não é só nisso que Burn It Down representa uma volta às origens. No terceiro álbum (Minutes to Midnight), a banda abandonou muito daquilo que a consagrou e entregou um trabalho dominado por guitarras, solos, letras mais politizadas, quase sem sintetizadores e poucos elementos de hip hop – em suma, um álbum de rock muito convencional que dividiu críticos e fãs. No trabalho seguinte (A Thousand Suns), a banda praticamente abandonou as guitarras e produziu uma espécie de hip hop industrial altamente político (alguns fãs se lamentaram novamente, mas a crítica comprou a idéia com mais ânimo). Acho sensato o exame mais ou menos corrente de que MTM é um álbum centrado no Chester Bennington, e ATS, um álbum centrado no Mike Shinoda – o problema está no fato de que nenhum dos dois é um álbum centrado no conjunto da banda.

Seja como for, Burn It Down é a primeira vez em 9 anos que ouvimos algo que soa como o “velho” Linkin Park. Se o resultado é bom? Bem, é uma canção empolgante, despretensiosa, divertida e grudenta onde identificamos todos os elementos característicos da banda.

Mas eu gostava das canções politizadas. Eu gostava da música experimental do ATS, e mesmo de algumas faixas mais pesadas do MTM. Resta saber se o Living Things será finalmente o trabalho que conseguirá unir o LP que alguns fãs querem ouvir e o LP que a banda tem o desejo de ser. Voltar a velha fórmula, afinal, não deve implicar em ter que abandonar a maturidade e a consciência política adquiridas em seus álbuns mais recentes.

arte do novo álbum

Anúncios

One thought on “Burn It Down, Living Things e uma breve reflexão sobre o Linkin Park

  1. Com relação ao A Thousand Suns a primeira vez que eu ouvi eu não gostei muito. Porém após ouvir o living things parece que me abriu a cabeça. Ouvi novamente o album e achei ele realmente muito bom. Músicas como blackout, When They Come For Me, Robot Boy e The Messenger ficaram excelentes. Creio que o living things foi a resposta que os fans estavam esperando, pois é um album que mesclou as várias vertentes exploradas pelo linkin park até hoje.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s