Top 10: R.E.M. (parte 1)

Existe certo mito no mundo da música de que a imagem é determinante para o sucesso de uma banda. Evidente que, para alguns casos ou contextos específicos, ela parece ser de suma importância, mas o R.E.M. – banda que produziu discos e turnês durante 33 anos – parece ser um bom indício de que nada é absoluto. Afinal de contas, seu principal hit – um hit de uma banda de rock – não foi feito com uma guitarra, mas com um bandolim. Enquanto outras bandas investiram pesado no figurino para parecerem mais agressivas, o vocalista era careca, o guitarrista e o baterista pareciam estudantes universitários desajeitados, e o baixista um nerd. Talvez a emblemática R.E.M. tenha deixado a sua marca justamente por isso, ou apesar disso, e a conclusão dessa discussão dificilmente passará pelo campo da especulação.

Aos que não conhecem a fundo a banda, eis uma lista das 10 melhores canções (dividida em duas partes), compilação tão cheia de defeitos como longe do consenso, como qualquer outra lista (mas também divertida. Afinal, quem nunca tentou realizá-las?).

10. What’s The Frequency, Kenneth? (1994)

“What’s The Frequency, Kenneth?” é o primeiro ato de uma banda que se adapta aos novos tempos do grunge, ao trazer à luz o barulhento “Monster” (1994). Bases simples de guitarra, combinadas com uma letra em que o interlocutor tenta entender alguma coisa, e termina a canção sem entender. A canção é adorada por fãs e pela própria banda, que sempre fazia questão de colocá-la no set-list independente da ocasião.

09. Talk About The Passion (1980)

Essa bela canção, do primeiro álbum da banda “Murmur” (1980), possui todas as características da fase inicial da banda: uma letra non-sense com um flerte para o sombrio, um canto sussurrado de Michael Stipe, riffs dedilhados de Peter Burke. O R.E.M. foi uma das poucas bandas que tiveram a sorte de assinar um contrato que o livrava de interferências da gravadora, e “Talk About The Passion” parece confirmar isso.

08. Cuyahoga (1986)

Cuyahoga é uma balada que cresce aos poucos, conduzida pela linda linha de baixo de Mike Mills. A canção é um lamento sobre o rio Cuyahoga situado no estado de Ohio (EUA), na época sofrendo com a poluição das indústrias. O rio também foi palco de diversos confrontos entre colonos e indígenas durante a marcha para o Oeste, e essas duas imagens dialogam ao longo da letra. Cuyahoga é um interessante protótipo para a veia política de Stipe que se desenvolveria algum tempo depois.

07. Country Feedback (1991)

“Country Feedback” é a canção preferida de Michael Stipe, segundo o mesmo em diversas entrevistas. Seu clima sombrio e cinzento se transformou numa espécie de porta de entrada para o próximo disco da banda, “Automatic For The People” (1992). A letra, assim como várias de Stipe, parece abordar questões de vício e de dependência, mas sem jamais ser clara.

06. Begin The Begin (1986)

Outra canção do ótimo disco de 1986, “Lifes Rich Pageant”. Um riff dedilhado que abre para uma parede instrumental com leves elementos western e um certo toque tribal. “Begin The Begin” é uma ótima amostra da competência instrumental do baterista Bill Berry, que deixou a banda em 1997, e também das linhas melódicas não-convencionais da banda.

Veja o resto to top aqui.

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