Conheça: Paulo Ohana

Paulo Ohana é um músico, compositor e intérprete de Brasília. Começou sua carreira  nas noites de Brasília com a banda de rock “Deuses da Kaaba”, onde era vocalista e guitarrista. Desde o ano passado têm investido numa carreira solo, com composições à base de voz e violão, acompanhado de Gabriel Preusse no baixo acústico.

As composições desse meu ex-colega de faculdade flertam com a bossa nova e a MPB, sendo possível ouvir ecos do Clube da Esquina e Elis. Acredito inclusive que a canção “Balé Confusão” caberia perfeitamente na voz daquela cantora. Os arranjos são intimistas, delicados, precisos. Algumas canções como “Vi” e “Camisa Xadrez” são bem curtas, talvez com a função de apresentar uma amostra de uma canção que ainda está por vir.

As letras, em sua maioria abordando desejos e relacionamentos humanos, também merecem destaque, pois não pecam nem pela excessiva simplicidade tampouco pela excessiva obscuridade. Tudo é bastante agradável, fácil de ser digerido e de obter empatia, e a relativa atenção que o artista anda tendo na noite de Brasília comprova isso.

Segue abaixo a entrevista gentilmente concedida a esse blog. Segue também os dois canais do compositor no My Space (um apenas com Gabriel Preusse e outro em conjunto com a cantora Letícia Fialho), e o seu canal no YouTube.

My Space – Paulo Ohana

My Space – Letícia Fialho & Paulo Ohana

YouTube – Paulo Ohana

Blog Dó Ré Mi Fá: Voce tem dois perfis no myspace, em um está sozinho, no outro com a Letícia Fialho, ambas as contas com canções diferentes. São projetos distintos? Pode descrevê-los?

Paulo Ohana: Sim, são projetos diferentes. Sozinho são composições assinadas por mim somente, nenhuma parceria. No MySpace estão todas só voz e violão, numa gravação que fiz em janeiro de 2011. São canções de diferentes momentos, escritas a partir de 2005 em diante, e algumas delas estão sendo rearrajandas e regravadas com arranjo cheio, bateria, baixo, violão, etc. Pretendo lançar esse material na internet lá pra julho, agosto desse ano.

Com Letícia eu assumo outras funções, como tocar baixo elétrico, fazer backing vocals e sugerir ideias de arranjos pras músicas dela. Há composições dela, composições minhas e parcerias. O som também é diferente, tem outras referências, Novos Baianos, Tribalistas, tem uma coisa meio MPB-Rock e que é muito bem recebido pelo público em geral, mesmo no que não é tão cativo desses dois estilos.

BDRMF: Fale-nos um pouco sobre o seu processo de composição.

PO: Não existe um processo, são vários. O mais comum é surgir um verso cantado, e a partir daí desenvolvo a canção, melodia, harmonia e letra juntas. Depois poemas musicados. Podem surgir melodias e depois coloco a letra, mas é mais raro. Ultimamente tenho escrito muito em parceria, escrevendo tanto letras quanto melodias. Fiz assim com duas músicas do cavaquinista brasiliense Pedro Vasconcellos, lançadas no disco instrumental “Primeiro”, do trio Aquário, e também melodias e harmonias, como as que fiz com o Gabriel Preusse. Tenho outros parceiros por aí, e cada vez tenho mais, o que eu acho muito bom.

BDRMF: Você integrou uma banda de rock antes de partir para esse projeto solo. Foi difícil a mudança? O que o moveu?

PO: A mudança não foi difícil porque desde a época da rock eu já desenvolvi essa vertente mais MPB, mais voz e violão. Eu só não mostrei essa vertente no meu trabalho. O que me moveu foi justamente o interesse de mostrá-la ao público. E a banda Deuses da Kaaba infelizmente acabou, o que foi uma pena, eu teria continuado pois acreditava muito no nosso trabalho e gostava de tocar e compor rock. Mas pelo menos eu e os outros integrantes continuamos amigos, ao contrário do que acontece com a maioria das bandas que chegam ao fim.

BDRMF: Fale-nos um pouco sobre suas canções.

PO: Cada canção é uma história, é um mundo de emoções, significados. Gosto da diversidade, gosto de passear por coisas diferentes, mas tentando manter uma unidade e uma coerência estética. Eu acho que ao longo do tempo consegui atingir isso de alguma forma, sempre valorizando a letra, sem deixar a melodia em segundo plano. Tento aprender com os mestres da canção brasileira – Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e seus parceiros, que eu ouço e gosto muito, entre muitos outros – a fazer música e letra caminharem juntas, agregar qualidade musical e literária. Acho que é essa combinação que confere destaque à Música Popular Brasileira em relação ao que se faz em outros países dentro da linguagem da canção.

BDRMF: Voce tem feito alguns shows… Como podemos saber as datas?

PO: Tenho sim, toco uma vez por mês no Genaro Jazz Café, na 114 Norte, e eventualmente em outros espaços e eventos. Meu principal canal de comunicação com o público e de divulgação de shows é o facebook – www.facebook.com/paulo.ohana.

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