Capas de Álbuns – “Onde Brilhem os Olhos Seus”, Fernanda Takai (2007)

A primeira reação que tive ao tocar na capa de “Onde Brilhem os Olhos Seus”, álbum solo de Fernanda Takai (vocalista do Pato Fu) lançado em 2007, foi de que se tratava de uma capa estilo “álbuns de promoção de jornal”. Daquelas do estilo “compre o jornal + 15 reais”, muito realizadas pela folha de São Paulo e afins.

Certamente a impressão têm seu cerne na simplicidade do formato, que de certa forma reflete o caráter minimalista e igualmente simples da música contida nele. O álbum é uma compilação de canções gravadas por Nara Leão, interpretada pela cantora. Os arranjos intimistas, perfeitos para a voz sussurrada e doce de Fernanda, foram todos montados por John Ulhoa (marido da mesma) e Lulu Camargo, ambos seus colegas de banda, e gravados em seu estúdio caseiro em Belo Horizonte, com a mixagem final em São Paulo. A base é formada basicamente de guitarras ou violões e teclados, com uma discreta programação de bateria eletrônica.

Assim, o disco não possui nenhuma exuberância instrumental, nenhum exagero, o que certamente reflete em sua capa. O papel utilizado é diferente das Digipacks normais, sendo um pouco mais duro, mas flexível. Na parte final da capa, o CD encontra-se, como de praxe nos álbuns nesse material, debaixo de uma dobra de papel. O interessante aqui é que, como mostra a figura, as dobras estão bastante distantes do espaço ocupado pelo disco, e existe bastante espaço para retirá-lo sem correr o risco do fundo ser arranhado. Algo a ser louvável, visto que a maioria das embalagens digipack não atentam a esse fato, tornando a retirada do disco algo nada prático.

A foto da cantora na capa, ao contrário do que se sugere à primeira vista, não é parte da mesma, mas sim parte de uma foto maior apenas sugerida na capa por uma abertura cilíndrica. o encarte é colado na capa e é dividido em 6 dobras, se expandindo bastante quando o abrimos. Pessoalmente prefiro quando o encarte vem na forma de livrinho, é mais prático na hora de ler as letras enquanto se escuta o disco.

O álbum, por fim, possui uma embalagem que, apesar de ter sido pensada visando certa economia nos custos de produção, possui uma interessante elegância. Parafraseando a letra da canção “Canta Maria”, “tão simplezinha que dá gosto de olhar”. Isso sem contar no tato em relação à retirada do CD, algo que muitas capas bem mais dispendiosas ainda não conseguiram (ou não quiseram) resolver. Segue abaixo mais fotos dessa interessante capa.

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