Revisitando um Clássico: Coldplay – A Rush of Blood to the Head (2002)

A Rush of Blood to the Head (2002) é o melhor álbum da carreira do Coldplay. E tenho a impressão de que, mesmo quem prefere o X&Y, partilha dessa opinião.  Pessoalmente, também é meu álbum favorito da banda, e acredito que nenhum outro trabalho daqui pra frente soará como ele, exceto talvez por uma ou outra faixa.

ARBTTH é um álbum simples – composições de poucos acordes, violão e piano recorrentes, rimas fáceis. Em alguns momentos, inclusive, algumas faixas soam bastante semelhantes no quesito de estrutura e melodia. E isso não é, nem de longe, uma crítica. Este é um trabalho com um alcance imenso – pensado para ser acessível, para ser cantado e tocado por músicos amadores, e para ser querido pelas multidões.  Em A Rush, você não encontrará “músicas difíceis”. Todas descem com facilidade, e com sabor agradável – e isso sem nunca soarem “comerciais” demais. É essa naturalidade e fluidez que parece ter escapado a banda em todos os trabalhos pós-X&Y.

ARBTTH teve quatro singles: In My Place, The Scientist, Clocks e God Put a Smile upon Your Face. Mas a faixa título, Amsterdan, Green Eyes e Politik teriam sido singles tão bons quanto, ou ainda melhores, fazendo deste um álbum para ser ouvido da primeira faixa até a última. Aliás, faço um parêntese aqui para tratar da canção título: A Rush of Blood to the Head é, para mim, a música mais bonita da banda – no quesito lírico e melódico. Sua melancolia no melhor estilo Mal Estar da Civilização alcança uma série de temáticas e inquietações sobre o lugar do individuo no mundo, suas frustrações, pressões, e desejos em pouco mais de 5 minutos de faixa. É uma canção com a qual tenho uma história, e que me é muito cara. Uma pena que não faça mais parte do repertório principal da banda nas apresentações ao vivo.

É importante ressaltar que em 2002 o Coldplay ainda não havia se tornado o projeto estético que é hoje. Aliás, a fama deu ao grupo a segurança para experimentar – e é isso que tem feito desde então. Não podemos esperar que o Coldplay volte no tempo e faça qualquer coisa parecida com os três primeiros trabalhos porque não o fará. Mas a banda pode sim olhar para trás e ver que são capazes de entregar músicas muito melhores do que as apresentadas em Mylo Xyloto, e com muito menos esforço.

Anúncios

One thought on “Revisitando um Clássico: Coldplay – A Rush of Blood to the Head (2002)

  1. A rush of Blood to the head me inspirou a aprender piano e teclado, e parar mim também é o melhor álbum do Coldplay, onde nessa época, tive meu primeiro amor e conheci as desilusões da vida.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s