Conheça: Fierce Fire

Fierce Fire é uma banda de metal de Brasília, formada em 2005 pelos amigos Hara Desano (guitarra solo), Renato Mendes (bateria) e Arthur Silva (vocais e guitarra base). Mais tarde, junta-se ao grupo o baixista Eduardo Stefano.

Tive oportunidade de assistir a uma apresentação deles ano passado. A banda têm aproveitado seus shows para distribuir gratuitamente um álbum demo, com quatro composições. O álbum, como se pode ver nas figuras é bem caprichado, com fotos da banda e até mesmo um encarte com letras. A arte da capa mostra um sujeito vendado, escorregando rumo a um precipício enquanto é assistido por três pessoas de terno. Certamente inspirada na temática da canção que dá título à banda (e também ao álbum), “Abandoned At Fierce Fire”.

Como o próprio vocalista afirma em entrevista ao blog, a banda possui um som “não-convencional” aos dias de hoje, com uma temática que remete ao trash noventista. Quase todas as canções são iniciadas com solos melódicos, ou com estruturas mais lentas, para os padrões do trash metal oitentista. Destaco duas canções: “A Tolerable Truth”, onde há uma interessante interação entre a guitarra base e o violão, criando um resultado interessante para quem se interessar pelo estilo. E “Heavy Burden”, que abre com um bonito solo de violão, que vai aos poucos cedendo espaço para as guitarras.

Segue abaixo a entrevista gentilmente concedida ao blog pelo vocalista Arthur Silva via e-mail. O blog pretende mostrar várias outras bandas das cenas locais, na medida em que nossos caminhos se cruzarem.

MySpace – Fierce Fire

DRMF:  Fale-nos sobre a banda e suas ambições.
AS: Bom, o Fierce Fire começou efetivamente em 2005, quando eu ‘voltei’ pra banda.
Na verdade tudo começou em 2001 quando eu, o Renato Mendes (batera), e mais outros fundamos um Metallica cover só pra gastar o tempo. Nessa época eu era o guitarra solo. Com a minha saída, o Hara Desano (guitarra) entrou no meu lugar. Quando voltei, assumi os vocais, além das guitarras e propus que fizéssemos músicas próprias.
        Isso em 2005… Nascia o Fierce Fire, nome que tiramos do refrão de uma das primeiras músicas que fizemos. Essa letra faz analogia com o fato de que hoje no mundo você pode confiar verdadeiramente em pouquíssimas pessoas, enquanto as outras só não te prejudicam enquanto for conveniente para elas. É como se estivéssemos em uma guerra. Egoísmo no último grau. Estamos, na maioria das vezes, ‘abandoned at fierce fire’.
       O Eduardo (baixista) entrou em 2009 para substituir nosso antigo baixista, que pediu para sair da banda por motivos particulares.
       Sobre a banda, não pretendemos viver de música, já que todos têm seus empregos mais ou menos estáveis e que dificilmente a vida de banda conseguiria superar. Ainda mais tocando Heavy Metal, estilo que não é tão vendável. Mas isso não quer dizer que não a levamos a sério. Costumamos ensaiar bastante e falar sobre o futuro. Além disso, pode parecer clichê, mas REALMENTE somos amigos… daqueles que saem juntos o tempo todo, frequentam a casa uns dos outros, viajam juntos (sem ser pra fazer show), vão pro bar depois dos ensaios e dos shows e viram a noite tomando todas…
       O fato de não querermos viver da banda nos dá liberdade para fazer as músicas exatamente do jeito que queremos. Se antes ninguém mais queria ouvir solos e músicas longas (situação, por exemplo, de 2006, quando fizemos nossas primeiras músicas. Hoje até mudou um pouco depois dos últimos CD’s do Machine Head, Metallica e Exodus) e a gente queria fazer uma música de 9 minutos com vários solos (tal qual abandoned at fierce fire), que assim seja. Jamais vai tocar na rádio, muita gente vai torcer o nariz, provavelmente, mas se isso nos deixa satisfeitos com o som, é isso que importa.
      Nossas ambições, assim, estão mais focadas em ter reconhecimento por tocar um som honesto e com personalidade e por fazer um ótimo show, com muita energia e entrega. Com isso, tocar em vários shows, de pequenas a grandes arenas…
      Ficar rico tocando metal hoje em dia é quase impossível para uma banda iniciante, né, sejamos francos!
DRMF: Fale-nos sobre as canções (disponíveis no myspace da banda).
AS: Essas 4 músicas foram compostas, na sua maioria, quando ainda nem éramos uma banda… Foram riffs e/ou músicas que eu e o Hara fizemos quando a gente nem se conhecia, pra falar a verdade, hehe…
Não sei se pelo momento ou pelo nível de instrumento que possuíamos, esse sons acabaram naturalmente com uma roupagem mais simples, estilo heavy anos 90. É um estilo que gostamos e que poucas bandas tocam hoje em dia, por causa do revival 80 thrash que está rolando atualmente. Bom, acabou que estamos meio que em um limbo musical hoje, não somos nem hardcore, nem thrashers, o que dificulta nos encaixar em shows… hehe… O fato de cantar um vocal mais limpo sem ser power metal também nos exclui de outras coisas, hehe…
     Mas nos orgulhamos de fazer o som que nos dá vontade, gostamos muito dessas músicas e ficamos contentes com o resultado final do material, apesar dos problemas de gravação que tivemos.
DRMF: Existem planos para mais gravações?
AS: Estamos atualmente compondo músicas para gravar um “full lenght album”. Provavelmente vamos entrar em estúdio no final do ano para começar as gravações. Serão 8 ou 9 músicas, que já têm um esqueleto pronto, e que possuem uma pegada bem mais complexa e thrash do que aquelas que gravamos na demo, ou seja, mais quebras de andamento, dobras de guitarra, cavalgadas e afins… fruto da nossa própria evolução como músicos e compositores. Mas elas não serão um thrash oitentista, muito em voga hoje e presente em boas bandas como o Violator, por exemplo. Vamos manter nossa pegada melódica da primeira demo… A melodia e os solos continuam sendo o mais importante! hehe…
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